Uma rápida visita a Paraty (RJ)

Nos últimos dois meses estive duas vezes em Paraty, uma bela cidade que preservou parte da sua história e importância colonial, considerada Patrimônio Histórico Nacional e que está localizada a 3 horas de carro do centro do Rio de Janeiro. Passear pelo Centro Histórico é entrar em outra época, onde o caminhar é bem lento devido às ruas feitas em pedras “pés-de-moleque”, pavimentada por escravos. Dá vontade de fotografar cada rua, cada esquina. Todos as construções, que hoje abrigam lojas, restaurantes, pousadas etc são ainda no estilo colonial. É um charme só.

A cidade foi fundada em 1667 em torno da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira. Teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar e a fabricação de cachaça. No século XVIII, destacou-se como importante porto por onde desembarcava escravos e por onde escoava o ouro que vinha de Minas Gerais. Dentre as construções que mais chamam a atenção na cidade estão as igrejas. A rua que fica em frente a igreja de Santa Rita costuma alagar por causa da maré cheia toda tarde, fazendo um lindo espelho d’água em seu entorno. É ótimo de fotografar. No jardim da igreja você pode encontrar o Anderson, que faz um trabalho incrível como artista de rua, sendo a primeira estátua viva de um escravo. Durante seu monólogo ele fala sobre a construção das igrejas e ruas da cidade através do trabalho escravo. Uma interpretação linda e uma aula de história. Vale a pena parar alguns minutinhos para ouvir. Mais a frente fica a igreja de Nossa Senhora das Dores. Ela estava fechada nas duas vezes que fui =(

Na primeira vez que fui, no mês de maio, ainda estava quente, então conseguimos visitar algumas das mais de 90 praias e ilhas da região. Todas são lindíssimas, com águas calmas, cristalinas. Algumas são acessíveis somente por barco, outras você consegue chegar por trilha ou carro. Fomos na Praia do Sono, Ilha Comprida (onde fizemos SUP) e a Piscina Natural do Cachadaço, esta última tem uma quantidade gigante de peixes para você nadar juntinho.

Fomos também até Cunha, que fica a 1h de carro e já é no estado de São Paulo. Não fomos no centro, que dizem que tem várias lojas de cerâmica e uma igreja linda, mas passamos na Wolkenburg, uma fábrica de cerveja artesanal e no Lavandário, uma imensa plantação de lavanda que eu quero muito muito muito voltar porque lá rende fotos incríveis! Pena que foi tudo muito rapidinho.

Na manhã do último dia fomos até a Pedra da Macela, que dá pra ver Paraty e Angra toda de cima mas o dia estava com muita neblina e não tínhamos tempo de esperar o dia esquentar pra sumir aquele branco todo, então acabamos pegando a estrada (e eu frustradíssima).

Só me alegrei um pouquinho porque já voltando pro Rio paramos na Toca do Pastel, um lugarzinho em escondido a uns 10 minutos na estrada quando passa por Paraty. Além do pastel ser mega recheado e delicioso tem essa vista aí de baixo.

Paraty e Cunha definitivamente são cidades em que você quer voltar sempre. São inúmeras as opções e dá aquela sensação de que não viu tudo, não importa quantas vezes você vá. As fotos foram tiradas com Gopro 3+, Sony Alpha 100 e iPhone 6. Confesso que ultimamente anda me dando uma preguiça danada de usar a profissional (Sony). O celular é tão mais prático =(

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