[Séries de TV] As estreias americanas de setembro (Parte 1)

Setembro mal começou e já temos uma quantidade imensa de estreias nas TVs americanas e britânicas. Claro que não dá pra ver tudo, mas consegui separar as que achei mais legais. Dividi em dois posts, para não ficar muito cansativo, então essa é a primeira parte, ok?

Elementary:
Todo mundo torceu o nariz para essa adaptação de Sherlock Holmes nos tempos atuais pelo canal americano CBS. A maioria, como eu, está acostumada à série britânica, que também traz o detetive para o nosso século desvendando crimes baseados nos contos de Arthur Conan Doyle, interpretado magistralmente por Benedict Cumberbatch. Mas mesmo com um pé atrás, curti bastante a versão americana.

Na série, Sherlock é um ex-viciado em drogas, que teve que deixar a Inglaterra para ser tratado nos Estados Unidos. Depois de se desistoxicar, ele se torna consultor da polícia local, sob os olhos atentos de sua conselheira Joan Watson, uma ex-cirurgiã, interpretada por Lucy Liu.

Torceu o nariz para a sinopse? Pois é, eu também. Mas depois que você começa a ver a série, tudo muda. Adoro de paixão Jonny Lee Miller, que interpreta Sherlock Holmes. O fato dele ser britânico e um porte meio paranoico dá a ele credibilidade suficiente para ser Mr. Holmes. E todos nós sabemos que o detetive criado por Conan Doyle era sim, além de excêntrico, viciado em ópio! E o que dizer de Watson como uma mulher, ex-cirurgiã? Bom, deu certo. Sherlock sempre nutriu um imenso amor e amizade pelo seu parceiro, e até hoje duvidam de sua sexualidade por conta dessa proximidade. Não duvido nada que transformar Watson em um personagem feminino não tenha sido uma maneira de explorar esse lado que ficou só na imaginação dos leitores.
E ainda para fechar, tem o Aidan Quinn, todo lindo, como o chefe de polícia de Nova Iorque, que mesmo com certa relutãncia, vai aceitando cada vez mais a ajuda de Sherlock. Enfim, vamos ver como a série será elaborada, já que pelo que eu entendi, ela não seguirá nenhum padrão de histórias como a versão britânica, será mais algo do tipo CSI, onde cada episódio será um crime e uma solução!

Revolution:
Revolution começa com um apagão geral no mundo. A energia simplesmente, de uma hora pra outra, acaba. Nada funciona: eletrônicos, eletrodmésticos, carros, aviões, fábricas, telefones, nada! As pessoas tentam sobreviver em um mundo onde o governo foi substituído por milícias que ditam suas próprias regras em cada região.

Entre os habitantes de uma vila agrícola está Ben (Tim Guinee), um físico que de alguma forma está ligado à falta de energia, e seus dois filhos e esposa. Refugiado, ele tenta levar a vida pacatamente, mas é descoberto e aí que as coisas mudam. Ben é morto e seu filho Danny é sequestrado. Resta então a Charlie, a filha mais nova e alguns amigos, tentar encontrar o irmão de seu pai, Miles (Billy Burke), que poderá ajudá-los a resgatar seu irmão e fugir das milícias.

Achei a premissa bem interessante e realmente me deu vontade de saber um pouco mais sobre o que levou o mundo a esse blackout total, o que Ben fez, qual o passado sombrio de Miles etc. Mas apesar do tema bacana, não consigo imaginar as histórias que poderão surgir, como continuar o tema, entende? Acho que por isso as series anteriores com tema apocalípticos não passaram da primeira temporada. Exemplo disso era Terra Nova, que tinha um elenco maravilhoso, uma história sensacional para ser explorada mas empacou.

Revolution tem a assinatura de JJ Abrams e Eric Kripke. Mas confesso que só o nome de Eric me anima. JJ me faz lembrar Lost e nunca vi uma série para ser tão enrolada e sem história nenhuma como Lost. Eric, por sua vez, está levando Supernatural para sua oitava temporada e cada uma tem sido melhor que a anterior. Enfim… só o tempo dirá se JJ Abrams tem ou não o dedo podre para seriados.

World Without End:
Deixei o melhor por último de propósito. World Without End é a “continuação” de Os pilares da Terra. Adaptada do romance de Ken Follett (lindo tesão bonito e gostosão) tem mais uma vez os irmãos Tony e Ridley Scott na direção. Com oito episódios, a minissérie é novamente situada em Kingsbridge, mas 200 anos após os eventos apresentados em Os Pilares da Terra. Na Inglaterra, o povo é massacrado pela coroa (que cobra impostos exorbitantes), pela guerra entre Inglaterra e França e pela Peste Negra (que irá dizimar cerca de um terço da população europeia). Neste cenário vivem Caris (Charlotte Riley), Gwenda (Nora von Waldstätten), Merthin (Tom Weston-Jones) e Ralph (Oliver Jackson-Cohen), que são os descendentes dos protagonistas dos dois primeiros livros e já tiveram seus destinos entrelaçados no primeiro episódio.

Como a primeira minissérie, os episódios são bem fiéis ao livro, o cenário e a fotogtafia são de tirar o fôlego e é impossível não se fascinar pela sucessão de intrigas, romance, assassinatos de reis e guerras políticas que envolve toda a trama. Como não amar? <3 No próximo post falarei de Cooper, The Hollow Crown e Parade’s End!

3 Comment

  1. Carol says: Reply

    Sério que curtiu Elementary? Eu achei tão ultrajante hahahaha claro que não ia chegar aos pés da BBC, mas achei muita sacanagem essa coisa de Watson ser mulher… imaginei Conan Doyle revirando no túmulo rs

  2. lilian says: Reply

    assisti revolution e gostei falta assisti os outros dois seu blog ´w muito lindo parabéns.

  3. Oi Patoka!
    Eu fiuei com um pé atrás assim que ouvi falar sobre Elementary, sei lá achei uma viagem total hahaha, mas pretendo assistir para ver se é isso mesmo.
    Revolution chamou minha atenção, já anotei aqui. World Without End também parece ser lindo, me interessei.

    Beijos
    Livros e blablablá

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