[Livro] Resenha: “O poder dos seis”, de Pittacus Lore

Livro: O poder dos seis
Série: Os Legados de Lorien
Autor(a): Pittacus Lore
Páginas: 319
Editora: Intrínseca
Resenha por: Patoka
Compre: Saraiva

Na série Os legados de Lorien, o planeta Lorien foi destruído pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Somente nove crianças e seus guardiões sobreviveram e exilaram-se na Terra. As crianças são a Garde de Lorien: o grupo de lorienos dotados de poderes sobre-humanos, os Legados, e responsável pela proteção de sua raça. Os mogadorianos, porém, seguiram até a Terra para caçá-los, e três já foram encontrados.

Em O poder dos seis, o segundo volume da série, John, a Número Seis e Sam continuam em fuga após a grande batalha contra os mogadorianos. Escondida em um convento na Espanha, Marina, a Número Sete, tenta acompanhar as notícias sobre John. Convencida de que ele é o Número Quatro, Marina está ansiosa para descobrir onde estão os outros lorienos, imaginando se um deles é a garota de cabelo preto e olhos cinzentos de seus sonhos, aquela que tem a força necessária para reunir os seis sobreviventes.

Quando terminei de ler Eu sou o Número Quatro, respirei aliviada por ter encontrado um livro de ficção fantástico, onde o foco é a resistência, guerras intergaláticas e o resgate de outro mundo e não o amorzinho entre adolescentes. Mas em O poder dos seis, a saga dos sobreviventes do planeta Lorien vai mais além.

Nesse volume somos apresentados à Marina, ou Número Sete. Sete vive em um orfnato espanhol, ligado diretamente a um convento, com sua Cêpan. Depois de tantos anos confinada entre os muros do orfanato, Adelina, sua Cêpan, parece que esqueceu quem realmente é e agora jura fidelidade à Deus, o que deixa Marina extremamente frustrada e sua única ocupação é tentar procurar na internet alguma pista que lhe convença de que os outros sobreviventes estão por aí. Nada tira da sua cabeça que ela precisa sair em busca dos outros. Depois de ler sobre os acontecimentos em Paradise, Marina está convencida de que John Smith é um dos Lorienos e não poupará seus Legados para conseguir encontrá-lo.

O bacana desse novo volume é que ele alterna entre a narrativa de Sete e Quatro. Sete é forte, decidida e graças a Deus, nem um pouco mimada. Sabe o que quer, engole os desaforos das outras meninas do orfanato e procura ser sempre discreta para não chamar atenção pra si, sendo até meio anti-social. Uma característica de sobrevivência que acredito que todos os Lorienos possuem, já que eles preciam andar debaixo do radar sempre. Além de sua personalidade, também conhecemos um pouco sobre seus Legados e a cada página me vejo comparando os Lorienos com algum X-Men =)

John narra suas partes e com elas aprendemos um pouco mais sobre Seis e acompanhamos as descobertas sobre diversas respostas que ansiávamos desde que lemos a última linha de Eu sou o Número Quatro. O que tem na arca? Quem são os Mogadorianos? O que querem? Porque somente nove crianças vieram para a Terra? Qual a história de Lorien? Como eles derrotarão seus inimigos e voltarão para casa? Tudo isso e mais um pouco, incluindo a história do pai de Sam, são explicados nesse volume. As perseguições e lutas também estão mais presentes nesse livro. Além de combater os mogadorianos, que parecem saber exatamente onde eles estão a cada cidade que fogem, eles precisam também despistar o FBI e tentar se esconder do resto da população, já que seus rostos estão estampados em vários posteres de “Procura-se” pelo país. Ah, e Marina (a Sete, lembra?) ainda luta com outro poder: a fé e acomodação de Adelina.

A única coisa chatinha (tinha que ter né, gente?) é todo o sentimento de John por Sarah, sua namoradinha do primeiro volume. As vezes me esqueço que Quatro tem apenas 16 anos e que isso acarreta uma carga enorme de dúvidas e emoções exageradas. Mas nada que atrapalhe o volume. Os três juntos (John, Seis e Sam) já demonstram uma intimidade e muitas passagens e diálogos são rápidos e hilários, típicos de quem já está convivendo algum tempo na companhia uns dos outros. Só me pergunto se todos os Lorienos sobreviventes são tão legais quanto Quatro, Seis e Sete. Será que não existirá algum mais malvadinho, ou arrogante?

Para finalizar, o que faz esse volume ser bem melhor que o anterior, além das razões citadas acima, é o modo como ele termina. O desfecho de Eu sou o Número Quatro foi bom, deixando várias perguntas no ar, mas ficou aquela sensação de “ok, eles agora vão fugir, está tudo meio calmo”. O poder dos seis termina daquele jeito de série de tv, sabe? Um “WTF” enorme vem na nossa mente e você se pega virando a última página em branco desejando que tivesse pelo menos mais uma linha alí que desse alguma pista do que vai acontecer. Mas pelo jeito vamos ter que roer unhas por alguns meses ainda, já que o terceiro volume, The Rise of Nine, só será lançado em agosto de 2012 nos Estados Unidos.

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